O ANCIÃO DA PRAÇA E A COISA DE
TODOS
(Uma conversa contada em voz
baixa)
Vou contar uma história que ouvi
de um velho sentado na praça. Ele tinha aquele jeito de quem já viu muita
coisa, sabe? Mãos grandes, calejadas, olhos que riem mesmo quando a boca está
séria. Chamavam ele de Seu Antônio. Não sei se era o nome dele ou se era porque
ele cuidava da pracinha de Santo Antônio que ninguém mais ligava. Mas ele
estava sempre lá, varrendo folha, consertando banco quebrado, desentupindo
bueiro quando chovia.
Um dia eu perguntei pra ele:
"Seu Antônio, por que o senhor cuida dessa praça se nem é obrigado? A
prefeitura não paga nada pro senhor."
Ele parou, apoiou-se na vassoura,
olhou pra mim com aquele jeito de quem vai contar segredo:
"Senta aí, moço. Vou te
contar uma coisa que aprendi há muito tempo."
A Lição do Pertencimento
"Quando eu era menino",
começou Seu Antônio, "meu pai trabalhava na roça. Todos os dias, antes de
sair, ele caminhava pelos canteiros, olhava a cerca, verificava se tinha buraco
no telhado do paiol. Minha mãe fazia o mesmo dentro de casa: arrumava, limpava,
consertava. Não porque alguém mandava. Porque aquilo era deles."
"Um dia perguntei: 'Pai, por
que o senhor conserta a cerca todo dia? Ela já não está boa?' E ele me
respondeu algo que nunca esqueci: 'Filho, quem não cuida do que é seu, no
fim não tem nada. E pior: esquece como se cuida.'"
Seu Antônio sentou no banco da
praça, fez sinal pra eu sentar também.
"Agora olha em volta. Olha
essa cidade. Ninguém cuida de nada porque ninguém acha que é seu. O lixo
na rua? 'Ah, a prefeitura que limpe.' O bueiro entupido? 'Não é problema meu.'
O fio pendurado perigoso? 'Alguém tem que ligar pra companhia.' Sempre
outro. Nunca eu."
"E sabe o que acontece? A
cidade vira terra de ninguém. E terra de ninguém vira terra de nada."
A Parábola da Rua
"Deixa eu te contar uma
coisa que vi semana passada", continuou ele. "Passou um homem bem
vestido, daqueles de terno bonito, celular caro. Estava reclamando no telefone:
'Essa cidade é uma porcaria! Lixo em tudo quanto é canto, buraco na rua,
ninguém cuida de nada!'"
"E sabe o que ele fez enquanto
falava isso?"
Seu Antônio deu uma risada seca.
"Jogou uma cartela de cigarro vazia no
chão. Ali mesmo. Na frente de mim. Reclamando da sujeira enquanto sujava."
"Aí eu entendi uma coisa: as
pessoas querem que os outros façam o que elas mesmas não fazem. É que nem
aqueles religiosos que meu pai falava, lá da Bíblia — como é mesmo o nome?
Fariseus. Isso. Que cobravam dos outros mas não moviam um dedo pra
ajudar."
A História dos Dois Vizinhos
"Tinha duas casas aqui perto",
Seu Antônio apontou pro fim da rua. "Na primeira morava o Seu João. Casa
impecável. Muro pintado, jardim cuidado, calçada limpa. Mas sabe o que ele
fazia? Varria a sujeira da frente da
casa dele pra frente da casa do vizinho. Dizia: 'Eu cuido do meu. O resto
não é problema meu.'"
"Na outra casa morava a Dona
Maria. Viúva, sozinha, trabalhava o dia inteiro de faxineira. Mas todo sábado
ela varria não só a calçada dela — varria a calçada da rua inteira.
Dizia: 'Se eu conheço essa rua, se eu vivo nela, então ela é minha
também.'"
"Um dia choveu forte. O
bueiro entupiu. A rua inteira alagou. O Seu João ficou dentro de casa
reclamando, xingando a prefeitura, fazendo abaixo-assinado. Mas não saiu de
casa. A Dona Maria pegou enxada, bota de borracha, e foi lá desentupir.
Sozinha. Setenta anos nas costas."
Seu Antônio ficou em silêncio,
olhando pro horizonte.
"Sabe quem ajudou ela? Não
foi o Seu João de abaixo-assinado. Foi o Zé da Esquina, aquele que todo
mundo chama de vagabundo porque não tem religião, não vai em reunião de
condomínio, não gosta de evento da prefeitura. Mas quando a Dona Maria
precisou, ele estava lá. Calado, trabalhando."
"Aí eu pensei: quem é o
bom vizinho? O que reclama bonito ou o que ajuda de verdade?"
O Sistema da Manutenção Sem
Fim
"Agora vem a parte que me
deixa com raiva", ele disse, apertando os punhos. "Tu já reparou que a
mesma rua é consertada todo ano?"
Eu assenti. Todo mundo sabia
disso.
"Pois é. E sabe por quê?
Porque tem gente ganhando dinheiro com isso. Fazem um serviço porco, de
propósito, pra daqui seis meses o asfalto abrir de novo. Nova licitação.
Novo contrato. Novo desvio."
"É que nem aquele médico que
não cura o paciente, só trata o sintoma pra ele voltar sempre. Negócio
eterno."
Seu Antônio cuspiu no chão com
nojo.
"E a gente aceita. Porque
não é nosso. Porque não pertencemos a essa cidade. Se a gente sentisse que essa
rua é nossa, que esse asfalto é nosso imposto, a gente não aceitava.
A gente fiscalizava. Denunciava. Brigava."
"Mas a gente não faz nada. Porque
esquecemos que a cidade somos nós."
A Sabedoria da Aldeia
"Moço", ele me olhou
direto nos olhos, "deixa eu te contar uma coisa que meu avô dizia. Ele
veio de longe, de um lugar pequeno lá na Europa. E ele dizia: 'Se você
conhece bem um lugar pequeno, você conhece o mundo inteiro. Porque tudo que
acontece no mundo acontece ali também.'"
"Aqui nessa pracinha tem tudo.
Tem amor — vê aquele casal de velhos ali? Vêm todo dia de mãos dadas. Tem
injustiça — aquele morador de rua que a guarda expulsa todo dia. Tem
solidariedade — quando a dona da padaria dá pão velho pra quem precisa. Tem
corrupção — aquela obra ali que começou faz três anos e nunca termina. Tudo."
"Então quando eu cuido dessa
praça, eu estou cuidando do mundo. Pode parecer besteira, mas não é. Porque
se a gente não cuida nem do pequeno, como é que vai cuidar do grande?"
O Que Falta
"Sabe qual é o
problema?" ele continuou. "Falta sinceridade. As pessoas falam
uma coisa e fazem outra."
"Reclama da sujeira, joga
lixo no chão."
"Reclama do político
corrupto, mas dá propina pro guarda."
"Reclama do cabeamento
perigoso, mas puxa gato de TV a cabo."
"Reclama da falta de
educação dos outros, mas estaciona em fila dupla."
"Falta aquilo que meu pai
chamava de 'coração limpo'. Que é quando o que você pensa, o que você fala
e o que você faz é a mesma coisa. Sem falsidade. Sem mentira
bonita."
A Pergunta Definitiva
Seu Antônio ficou em silêncio por
um tempo. Depois perguntou:
"Moço, deixa eu te fazer uma
pergunta. Essa cidade importa pra você?"
Eu ia responder "sim"
automaticamente, mas ele levantou a mão.
"Não responde de boca. Responde
com a vida. Porque se importa de verdade, você não joga lixo na rua. Se
importa de verdade, você denuncia obra mal feita. Se importa de verdade, você
fiscaliza onde vai seu imposto. Se importa de verdade, você age."
"Porque pertencimento não
é sentimento. É trabalho. É dedo sujo de graxa, é mão
ferida de consertar cerca, é pé cansado de andar na reunião da
associação de bairro."
"Pertencimento é suor.
Não é poesia."
A Cidade Como Aldeia
"Sabe o que eu acho?"
ele disse, levantando devagar. "A gente esqueceu que cidade é aldeia
grande. E na aldeia, todo mundo se conhece, todo mundo cuida. Porque se
a aldeia afunda, todo mundo afunda junto."
"Mas na cidade, a gente
finge que é diferente. Que cada um vive no seu quadrado e o resto não
importa. Só que importa. Porque o bueiro entupido da rua de cima alaga a rua
de baixo. Porque o cabeamento mal feito pega fogo e queima a casa do
vizinho. Porque o lixo que você joga entope o rio que abastece todo
mundo."
"Tudo está conectado,
moço. A gente só finge que não está."
Como Era Antes
"Quando eu era
criança", ele disse com voz suave, "as pessoas cuidavam da rua como
se fosse quintal. Varriam a calçada todo dia. Se o vizinho ficava doente, todo mundo levava
comida, cuidava das crianças dele."
"Não porque eram santos.
Porque sabiam que hoje é ele, amanhã sou eu. Porque pertenciam àquele
lugar. Nasceram ali, iam morrer ali, os filhos iam crescer ali. Então cuidar
do lugar era cuidar de si mesmo."
"Agora? Agora todo mundo
acha que vai embora um dia. Então pra quê cuidar? É só passar o
tempo até juntar dinheiro e ir pra outro lugar. Só que sabe o que acontece? Chega
no outro lugar e é a mesma coisa. Porque o problema não é o lugar. É a
gente."
A Lição Final
Seu Antônio colocou a mão no meu
ombro.
"Moço, vou te dizer uma
coisa que meu pai me disse e que nunca esqueci: 'Filho, a coisa pública não
é de ninguém. Mas também é de todo mundo. Depende se você sente que faz parte
ou se acha que é só visitante.'"
"Se você é visitante,
você suja, quebra, destrói. Porque vai embora amanhã."
"Se você faz parte, você
cuida, conserta, protege. Porque vai ficar e quer ficar bem."
"A diferença entre uma
cidade limpa e uma cidade suja não é dinheiro. É pertencimento."
Ele voltou a pegar a vassoura.
"E agora, se você me der
licença, vou continuar varrendo minha praça. Porque eu pertenço a ela.
E ela pertence a mim."
Epílogo
Eu fiquei sentado ali, vendo o
velho trabalhar. E comecei a reparar: ele não olhava pro chão com raiva.
Olhava com carinho. Como quem cuida de algo precioso.
E entendi.
Pertencimento não é achar que
a cidade é bonita.
Pertencimento é sentir dor
quando ela está feia.
E fazer alguma coisa a
respeito.
Palavras finais do ancião:
"Se você não cuida do lugar
onde pisa, você está dizendo que não pertence a lugar nenhum. E quem não
pertence a lugar nenhum, no fim, não pertence nem a si mesmo."
"Cuide da sua rua, moço.
Cuide como se fosse sua casa. Porque é."
"E quando muita gente
fizer isso, a cidade inteira vai pertencer a todo mundo de novo."
"Mas tem que começar. E
começar é varrer a calçada. Hoje. Agora."
(O velho voltou ao trabalho. E
eu fui pra casa pensando: quando foi a última vez que varri minha calçada?)
FONTES PRIMÁRIAS
1. DOCUMENTO PRINCIPAL: "A QUESTÃO TEOLÓGICO VALE.pdf" In https://sohngen.blogspot.com/2025/11/a-questao-teologico-economica-de-santo.html
Natureza: Texto teatral/filosófico ambientado na fictícia Santo Antônio do Vale (Rio Grande do Sul)
Elementos centrais utilizados:
a) Personagens e contexto:
- Seu Giacomo: Ancião da aldeia, voz da sabedoria prática;
- Padre Anselmo: Representante da dimensão religiosa/comunitária;
- Vandão (prefeito): Representante da dimensão política/administrativa;
- Dona Iracema: Observadora perspicaz que questiona a "briga" entre padre e prefeito;
- Ambientação: Aldeia italiana no sul do Brasil, cultura do chimarrão e da grappa.
b) Conceitos filosóficos extraídos:
"Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo" (citação de Ernest Hemingway via Seu Giacomo)
- Ideia de que a dimensão local contém toda a complexidade do universal;
- O micro reflete o macro.
"Santo Antônio importa para Santo Antônio?" (pergunta de Seu Giacomo)
- Crítica à preocupação excessiva com abstrações (cosmos, universo, teologia especulativa);
- Chamado à responsabilidade local e concreta.
"Moções cardíacas retas e íntegras" (conceito inaciano/jesuíta)
- Referência a Santo Inácio de Loyola (fundador dos jesuítas);
- Significa: sinceridade interna, onde sentimento e ação coincidem;
- Ausência de hipocrisia entre discurso e prática.
A Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37)
- Reinterpretada no contexto da peça;
- Sacerdote e levita (autoridades religiosas) passam reto;
- Samaritano (herege teológico) age com compaixão prática;
- Aplicação: não importa quem está "teologicamente correto", mas quem age concretamente.
"Cuide da sua aldeia e você estará cuidando do mundo inteiro"
- Síntese da filosofia do pertencimento apresentada no texto;
- Responsabilidade local como forma de responsabilidade universal.
Sinceridade compassiva
- Conceito trabalhado através do diálogo entre Padre Anselmo e Vandão;
- Descoberta de que, apesar das diferenças ideológicas, ambos praticam o mesmo cuidado concreto: aparecem quando Dona Olinda está doente, quando família Bonatto perde a safra, quando o galpão pega fogo;
- A ação revela a verdade mais profunda que o discurso ideológico.
c) Estrutura narrativa:
- Conflito aparente: Padre (cristianismo/comunidade) vs. Prefeito (socialismo/desenvolvimento);
- Resolução: Ambos fazem a mesma coisa na prática — cuidam da aldeia;
- Lição: A aldeia necessita de quem age, não de quem apenas argumenta.
2. DOCUMENTO SECUNDÁRIO: "publicado Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx" In https://sohngen.blogspot.com/2025/03/nossa-aldeia-deve-ficar-mais-bonita.html
Natureza: Artigo sobre política pública alemã de reconstrução pós-guerra
Título do programa: "Unser Dorf Soll Schöner Werden" ("Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita")
Período: 1961-1974 (principais resultados)
Dados históricos extraídos:
a) Contexto:
- Alemanha destruída pela Segunda Guerra Mundial;
- Necessidade de reconstrução física e moral;
- Crise ambiental emergente (industrialização descontrolada).
b) Estrutura do programa:
- Patrono: Presidente Federal da Alemanha;
- Coordenação: Ministério da Agricultura;
- Execução: Participação comunitária massiva.
c) Metodologia:
- Trabalho voluntário em milhares de horas;
- Cooperação intergeracional (jovens e idosos);
- Integração tradição/modernidade;
- Premiação por desempenho (reconhecimento público).
d) Resultados quantitativos:
- Mais de 4.300 municípios participantes;
- Áreas industriais transformadas em parques;
- Aldeias completamente reconstruídas (exemplo: Bliesmengen-Bolchen);
- Criação de novo ethos socioambiental.
e) Legado:
- Modelo replicado em outros países;
- Influência na política ambiental europeia;
- Demonstração prática de que pertencimento comunitário pode ser reconstruído.
3. REFERÊNCIAS BÍBLICAS IMPLÍCITAS
a) Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37)
- Citada explicitamente no documento "A Questão Teológico Vale";
- Utilizada para contrapor ortodoxia teórica vs. prática compassiva.
b) Crítica aos Fariseus (Mateus 23)
- Jesus acusa os fariseus de hipocrisia: "fazei o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem";
- Aplicada ao cidadão que reclama mas não age;
- "Coam mosquitos mas engolem camelos" (Mateus 23:24).
c) Conceito inaciano:
- Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador da Companhia de Jesus;
- "Exercícios Espirituais": método de discernimento baseado em "consolações" e "desolações";
- Moções cardíacas: movimentos internos da alma que devem ser examinados quanto à sua autenticidade;
- Retas e íntegras: quando o movimento interno corresponde à ação externa (ausência de auto-engano).
4. FONTES FILOSÓFICAS SUBJACENTES
a) Ernest Hemingway
- Citado por Seu Giacomo: "Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo";
- Filosofia da experiência concreta vs. abstração;
- O particular como porta para o universal.
b) Filosofia comunitarista (implícita no texto)
- Crítica ao individualismo liberal;
- Valorização dos vínculos comunitários;
- Responsabilidade compartilhada.
c) Pensamento sul-rio-grandense
- Cultura da hospitalidade (chimarrão compartilhado);
- Grappa como ritual de convivência;
- Tradição italiana de cuidado com a terra e a família.
5. OBSERVAÇÕES METODOLÓGICAS
Como os textos foram utilizados:
-
"A Questão Teológico Vale.pdf" forneceu:
- Estrutura conceitual do pertencimento;
- Metáforas da aldeia;
- Personagens arquetípicos (ancião, padre, prefeito);
- Filosofia da sinceridade compassiva.
-
"publicado Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx" forneceu:
- Exemplo histórico concreto de reconstrução de pertencimento;
- Dados quantitativos sobre participação comunitária;
- Modelo de política pública bem-sucedida;
- Contraexemplo ao caos urbano brasileiro.
-
Na redação final ("O Ancião da Praça"):
- Os conceitos foram destilados em forma narrativa;
- Personagens foram recriados sem citação direta (Seu Antônio = Seu Giacomo);
- Exemplos alemães foram omitidos conforme solicitado;
- Mantida a essência filosófica dos textos originais;
- Linguagem coloquial brasileira substituiu o registro teatral.
6. CONCEITOS PRÓPRIOS DESENVOLVIDOS NA SÍNTESE
Além das fontes primárias, a dissertação integrou:
a) Análise da realidade urbana brasileira:
- Lixo nas ruas;
- Bueiros entupidos e sistemas defasados;
- Cabeamento aéreo anárquico;
- Sistema mafioso de manutenção perpétua.
Fonte: Descrição fornecida pelo usuário na solicitação inicial.
b) Comparação implícita Brasil-Alemanha:
- Mesmo sem citar diretamente o exemplo alemão na redação final;
- Estrutura comparativa mantida conceitualmente;
- Contrastes: participação vs. omissão, planejamento vs. improviso, pertencimento vs. alienação.
c) Aplicação contemporânea:
- Hipocrisia cívica (farisaísmo urbano);
- Terra de ninguém vs. aldeia comunitária;
- Visitante vs. morador (conceito desenvolvido).
SÍNTESE DAS FONTES
| Conceito | Fonte Primária | Localização |
|---|---|---|
| "Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo" | A Questão Teológico Vale.pdf | Fala de Seu Giacomo |
| "Santo Antônio importa para Santo Antônio?" | A Questão Teológico Vale.pdf | Pergunta de Seu Giacomo |
| Moções cardíacas retas e íntegras | A Questão Teológico Vale.pdf | Referência inaciana |
| Parábola do Bom Samaritano | A Questão Teológico Vale.pdf + Bíblia (Lucas 10) | Reinterpretação contextual |
| Programa "Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita" | Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx | Dados históricos 1961-1974 |
| Sinceridade compassiva | A Questão Teológico Vale.pdf | Diálogo Padre Anselmo/Vandão |
| Crítica ao farisaísmo | Bíblia (Mateus 23) + A Questão Teológico Vale.pdf | Aplicação urbana |
Conclusão metodológica:
A dissertação final ("O Ancião da Praça e a Coisa de Todos") é uma síntese narrativa que:
- Extrai a essência filosófica dos documentos fornecidos;
- Traduz conceitos teatrais/acadêmicos em linguagem coloquial;
- Mantém fidelidade conceitual sem citação direta;
- Incorpora elementos da realidade brasileira descritos pelo usuário;
- Cria personagens arquetípicos (Seu Antônio) inspirados nos originais (Seu Giacomo).