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Escritório de Advocacia - Dra. Clarice Beatriz da Costa Söhngen e Ingo Dietrich Söhngen

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025



O ANCIÃO DA PRAÇA E A COISA DE TODOS

(Uma conversa contada em voz baixa)





Vou contar uma história que ouvi de um velho sentado na praça. Ele tinha aquele jeito de quem já viu muita coisa, sabe? Mãos grandes, calejadas, olhos que riem mesmo quando a boca está séria. Chamavam ele de Seu Antônio. Não sei se era o nome dele ou se era porque ele cuidava da pracinha de Santo Antônio que ninguém mais ligava. Mas ele estava sempre lá, varrendo folha, consertando banco quebrado, desentupindo bueiro quando chovia.

Um dia eu perguntei pra ele: "Seu Antônio, por que o senhor cuida dessa praça se nem é obrigado? A prefeitura não paga nada pro senhor."

Ele parou, apoiou-se na vassoura, olhou pra mim com aquele jeito de quem vai contar segredo:

"Senta aí, moço. Vou te contar uma coisa que aprendi há muito tempo."





A Lição do Pertencimento

"Quando eu era menino", começou Seu Antônio, "meu pai trabalhava na roça. Todos os dias, antes de sair, ele caminhava pelos canteiros, olhava a cerca, verificava se tinha buraco no telhado do paiol. Minha mãe fazia o mesmo dentro de casa: arrumava, limpava, consertava. Não porque alguém mandava. Porque aquilo era deles."

"Um dia perguntei: 'Pai, por que o senhor conserta a cerca todo dia? Ela já não está boa?' E ele me respondeu algo que nunca esqueci: 'Filho, quem não cuida do que é seu, no fim não tem nada. E pior: esquece como se cuida.'"

Seu Antônio sentou no banco da praça, fez sinal pra eu sentar também.

"Agora olha em volta. Olha essa cidade. Ninguém cuida de nada porque ninguém acha que é seu. O lixo na rua? 'Ah, a prefeitura que limpe.' O bueiro entupido? 'Não é problema meu.' O fio pendurado perigoso? 'Alguém tem que ligar pra companhia.' Sempre outro. Nunca eu."

"E sabe o que acontece? A cidade vira terra de ninguém. E terra de ninguém vira terra de nada."


A Parábola da Rua

"Deixa eu te contar uma coisa que vi semana passada", continuou ele. "Passou um homem bem vestido, daqueles de terno bonito, celular caro. Estava reclamando no telefone: 'Essa cidade é uma porcaria! Lixo em tudo quanto é canto, buraco na rua, ninguém cuida de nada!'"

"E sabe o que ele fez enquanto falava isso?"

Seu Antônio deu uma risada seca.

"Jogou uma cartela de cigarro vazia no chão. Ali mesmo. Na frente de mim. Reclamando da sujeira enquanto sujava."

"Aí eu entendi uma coisa: as pessoas querem que os outros façam o que elas mesmas não fazem. É que nem aqueles religiosos que meu pai falava, lá da Bíblia — como é mesmo o nome? Fariseus. Isso. Que cobravam dos outros mas não moviam um dedo pra ajudar."


A História dos Dois Vizinhos

"Tinha duas casas aqui perto", Seu Antônio apontou pro fim da rua. "Na primeira morava o Seu João. Casa impecável. Muro pintado, jardim cuidado, calçada limpa. Mas sabe o que ele fazia? Varria  a sujeira da frente da casa dele pra frente da casa do vizinho. Dizia: 'Eu cuido do meu. O resto não é problema meu.'"

"Na outra casa morava a Dona Maria. Viúva, sozinha, trabalhava o dia inteiro de faxineira. Mas todo sábado ela varria não só a calçada dela — varria a calçada da rua inteira. Dizia: 'Se eu conheço essa rua, se eu vivo nela, então ela é minha também.'"

"Um dia choveu forte. O bueiro entupiu. A rua inteira alagou. O Seu João ficou dentro de casa reclamando, xingando a prefeitura, fazendo abaixo-assinado. Mas não saiu de casa. A Dona Maria pegou enxada, bota de borracha, e foi lá desentupir. Sozinha. Setenta anos nas costas."

Seu Antônio ficou em silêncio, olhando pro horizonte.

"Sabe quem ajudou ela? Não foi o Seu João de abaixo-assinado. Foi o Zé da Esquina, aquele que todo mundo chama de vagabundo porque não tem religião, não vai em reunião de condomínio, não gosta de evento da prefeitura. Mas quando a Dona Maria precisou, ele estava lá. Calado, trabalhando."

"Aí eu pensei: quem é o bom vizinho? O que reclama bonito ou o que ajuda de verdade?"




O Sistema da Manutenção Sem Fim

"Agora vem a parte que me deixa com raiva", ele disse, apertando os punhos. "Tu já reparou que a mesma rua é consertada todo ano?"

Eu assenti. Todo mundo sabia disso.

"Pois é. E sabe por quê? Porque tem gente ganhando dinheiro com isso. Fazem um serviço porco, de propósito, pra daqui seis meses o asfalto abrir de novo. Nova licitação. Novo contrato. Novo desvio."

"É que nem aquele médico que não cura o paciente, só trata o sintoma pra ele voltar sempre. Negócio eterno."

Seu Antônio cuspiu no chão com nojo.

"E a gente aceita. Porque não é nosso. Porque não pertencemos a essa cidade. Se a gente sentisse que essa rua é nossa, que esse asfalto é nosso imposto, a gente não aceitava. A gente fiscalizava. Denunciava. Brigava."

"Mas a gente não faz nada. Porque esquecemos que a cidade somos nós."


A Sabedoria da Aldeia

"Moço", ele me olhou direto nos olhos, "deixa eu te contar uma coisa que meu avô dizia. Ele veio de longe, de um lugar pequeno lá na Europa. E ele dizia: 'Se você conhece bem um lugar pequeno, você conhece o mundo inteiro. Porque tudo que acontece no mundo acontece ali também.'"

"Aqui nessa pracinha tem tudo. Tem amor — vê aquele casal de velhos ali? Vêm todo dia de mãos dadas. Tem injustiça — aquele morador de rua que a guarda expulsa todo dia. Tem solidariedade — quando a dona da padaria dá pão velho pra quem precisa. Tem corrupção — aquela obra ali que começou faz três anos e nunca termina. Tudo."

"Então quando eu cuido dessa praça, eu estou cuidando do mundo. Pode parecer besteira, mas não é. Porque se a gente não cuida nem do pequeno, como é que vai cuidar do grande?"


O Que Falta


"Sabe qual é o problema?" ele continuou. "Falta sinceridade. As pessoas falam uma coisa e fazem outra."

"Reclama da sujeira, joga lixo no chão."

"Reclama do político corrupto, mas dá propina pro guarda."

"Reclama do cabeamento perigoso, mas puxa gato de TV a cabo."

"Reclama da falta de educação dos outros, mas estaciona em fila dupla."

"Falta aquilo que meu pai chamava de 'coração limpo'. Que é quando o que você pensa, o que você fala e o que você faz é a mesma coisa. Sem falsidade. Sem mentira bonita."


A Pergunta Definitiva

Seu Antônio ficou em silêncio por um tempo. Depois perguntou:

"Moço, deixa eu te fazer uma pergunta. Essa cidade importa pra você?"

Eu ia responder "sim" automaticamente, mas ele levantou a mão.

"Não responde de boca. Responde com a vida. Porque se importa de verdade, você não joga lixo na rua. Se importa de verdade, você denuncia obra mal feita. Se importa de verdade, você fiscaliza onde vai seu imposto. Se importa de verdade, você age."

"Porque pertencimento não é sentimento. É trabalho. É dedo sujo de graxa, é mão ferida de consertar cerca, é pé cansado de andar na reunião da associação de bairro."

"Pertencimento é suor. Não é poesia."






A Cidade Como Aldeia

"Sabe o que eu acho?" ele disse, levantando devagar. "A gente esqueceu que cidade é aldeia grande. E na aldeia, todo mundo se conhece, todo mundo cuida. Porque se a aldeia afunda, todo mundo afunda junto."

"Mas na cidade, a gente finge que é diferente. Que cada um vive no seu quadrado e o resto não importa. Só que importa. Porque o bueiro entupido da rua de cima alaga a rua de baixo. Porque o cabeamento mal feito pega fogo e queima a casa do vizinho. Porque o lixo que você joga entope o rio que abastece todo mundo."

"Tudo está conectado, moço. A gente só finge que não está."


Como Era Antes

"Quando eu era criança", ele disse com voz suave, "as pessoas cuidavam da rua como se fosse quintal. Varriam a calçada todo dia.  Se o vizinho ficava doente, todo mundo levava comida, cuidava das crianças dele."

"Não porque eram santos. Porque sabiam que hoje é ele, amanhã sou eu. Porque pertenciam àquele lugar. Nasceram ali, iam morrer ali, os filhos iam crescer ali. Então cuidar do lugar era cuidar de si mesmo."

"Agora? Agora todo mundo acha que vai embora um dia. Então pra quê cuidar? É só passar o tempo até juntar dinheiro e ir pra outro lugar. Só que sabe o que acontece? Chega no outro lugar e é a mesma coisa. Porque o problema não é o lugar. É a gente."


A Lição Final

Seu Antônio colocou a mão no meu ombro.

"Moço, vou te dizer uma coisa que meu pai me disse e que nunca esqueci: 'Filho, a coisa pública não é de ninguém. Mas também é de todo mundo. Depende se você sente que faz parte ou se acha que é só visitante.'"

"Se você é visitante, você suja, quebra, destrói. Porque vai embora amanhã."

"Se você faz parte, você cuida, conserta, protege. Porque vai ficar e quer ficar bem."

"A diferença entre uma cidade limpa e uma cidade suja não é dinheiro. É pertencimento."

Ele voltou a pegar a vassoura.

"E agora, se você me der licença, vou continuar varrendo minha praça. Porque eu pertenço a ela. E ela pertence a mim."


Epílogo

Eu fiquei sentado ali, vendo o velho trabalhar. E comecei a reparar: ele não olhava pro chão com raiva. Olhava com carinho. Como quem cuida de algo precioso.

E entendi.

Pertencimento não é achar que a cidade é bonita.

Pertencimento é sentir dor quando ela está feia.

E fazer alguma coisa a respeito.


Palavras finais do ancião:

"Se você não cuida do lugar onde pisa, você está dizendo que não pertence a lugar nenhum. E quem não pertence a lugar nenhum, no fim, não pertence nem a si mesmo."

"Cuide da sua rua, moço. Cuide como se fosse sua casa. Porque é."

"E quando muita gente fizer isso, a cidade inteira vai pertencer a todo mundo de novo."

"Mas tem que começar. E começar é varrer a calçada. Hoje. Agora."


(O velho voltou ao trabalho. E eu fui pra casa pensando: quando foi a última vez que varri minha calçada?)



Redação Claude Sonnet 4.5  - Responsável  Ingo Dietrich Söhngen. 
Imagens criadas  pelas IAs Chat GPT e Gemini  

FONTES PRIMÁRIAS


1. DOCUMENTO PRINCIPAL: "A QUESTÃO TEOLÓGICO VALE.pdf" In https://sohngen.blogspot.com/2025/11/a-questao-teologico-economica-de-santo.html

Natureza: Texto teatral/filosófico ambientado na fictícia Santo Antônio do Vale (Rio Grande do Sul)

Elementos centrais utilizados:

a) Personagens e contexto:

  • Seu Giacomo: Ancião da aldeia, voz da sabedoria prática;
  • Padre Anselmo: Representante da dimensão religiosa/comunitária;
  • Vandão (prefeito): Representante da dimensão política/administrativa;
  • Dona Iracema: Observadora perspicaz que questiona a "briga" entre padre e prefeito;
  • Ambientação: Aldeia italiana no sul do Brasil, cultura do chimarrão e da grappa.

b) Conceitos filosóficos extraídos:

"Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo" (citação de Ernest Hemingway via Seu Giacomo)

  • Ideia de que a dimensão local contém toda a complexidade do universal;
  • O micro reflete o macro.

"Santo Antônio importa para Santo Antônio?" (pergunta de Seu Giacomo)

  • Crítica à preocupação excessiva com abstrações (cosmos, universo, teologia especulativa);
  • Chamado à responsabilidade local e concreta.

"Moções cardíacas retas e íntegras" (conceito inaciano/jesuíta)

  • Referência a Santo Inácio de Loyola (fundador dos jesuítas);
  • Significa: sinceridade interna, onde sentimento e ação coincidem;
  • Ausência de hipocrisia entre discurso e prática.

A Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37)

  • Reinterpretada no contexto da peça;
  • Sacerdote e levita (autoridades religiosas) passam reto;
  • Samaritano (herege teológico) age com compaixão prática;
  • Aplicação: não importa quem está "teologicamente correto", mas quem age concretamente.

"Cuide da sua aldeia e você estará cuidando do mundo inteiro"

  • Síntese da filosofia do pertencimento apresentada no texto;
  • Responsabilidade local como forma de responsabilidade universal.

Sinceridade compassiva

  • Conceito trabalhado através do diálogo entre Padre Anselmo e Vandão;
  • Descoberta de que, apesar das diferenças ideológicas, ambos praticam o mesmo cuidado concreto: aparecem quando Dona Olinda está doente, quando família Bonatto perde a safra, quando o galpão pega fogo;
  • A ação revela a verdade mais profunda que o discurso ideológico.

c) Estrutura narrativa:

  • Conflito aparente: Padre (cristianismo/comunidade) vs. Prefeito (socialismo/desenvolvimento);
  • Resolução: Ambos fazem a mesma coisa na prática — cuidam da aldeia;
  • Lição: A aldeia necessita de quem age, não de quem apenas argumenta.

2. DOCUMENTO SECUNDÁRIO: "publicado  Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx" In https://sohngen.blogspot.com/2025/03/nossa-aldeia-deve-ficar-mais-bonita.html

Natureza: Artigo  sobre política pública alemã de reconstrução pós-guerra

Título do programa: "Unser Dorf Soll Schöner Werden" ("Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita")

Período: 1961-1974 (principais resultados)

Dados históricos extraídos:

a) Contexto:

  • Alemanha destruída pela Segunda Guerra Mundial;
  • Necessidade de reconstrução física e moral;
  • Crise ambiental emergente (industrialização descontrolada).

b) Estrutura do programa:

  • Patrono: Presidente Federal da Alemanha;
  • Coordenação: Ministério da Agricultura;
  • Execução: Participação comunitária massiva.

c) Metodologia:

  • Trabalho voluntário em milhares de horas;
  • Cooperação intergeracional (jovens e idosos);
  • Integração tradição/modernidade;
  • Premiação por desempenho (reconhecimento público).

d) Resultados quantitativos:

  • Mais de 4.300 municípios participantes;
  • Áreas industriais transformadas em parques;
  • Aldeias completamente reconstruídas (exemplo: Bliesmengen-Bolchen);
  • Criação de novo ethos socioambiental.

e) Legado:

  • Modelo replicado em outros países;
  • Influência na política ambiental europeia;
  • Demonstração prática de que pertencimento comunitário pode ser reconstruído.

3. REFERÊNCIAS BÍBLICAS IMPLÍCITAS

a) Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37)

  • Citada explicitamente no documento "A Questão Teológico Vale";
  • Utilizada para contrapor ortodoxia teórica vs. prática compassiva.

b) Crítica aos Fariseus (Mateus 23)

  • Jesus acusa os fariseus de hipocrisia: "fazei o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem";
  • Aplicada ao cidadão que reclama mas não age;
  • "Coam mosquitos mas engolem camelos" (Mateus 23:24).

c) Conceito inaciano:

  • Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador da Companhia de Jesus;
  • "Exercícios Espirituais": método de discernimento baseado em "consolações" e "desolações";
  • Moções cardíacas: movimentos internos da alma que devem ser examinados quanto à sua autenticidade;
  • Retas e íntegras: quando o movimento interno corresponde à ação externa (ausência de auto-engano).

4. FONTES FILOSÓFICAS SUBJACENTES

a) Ernest Hemingway

  • Citado por Seu Giacomo: "Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo";
  • Filosofia da experiência concreta vs. abstração;
  • O particular como porta para o universal.

b) Filosofia comunitarista (implícita no texto)

  • Crítica ao individualismo liberal;
  • Valorização dos vínculos comunitários;
  • Responsabilidade compartilhada.

c) Pensamento sul-rio-grandense

  • Cultura da hospitalidade (chimarrão compartilhado);
  • Grappa como ritual de convivência;
  • Tradição italiana de cuidado com a terra e a família.

5. OBSERVAÇÕES METODOLÓGICAS

Como os textos foram utilizados:

  1. "A Questão Teológico Vale.pdf" forneceu:

    • Estrutura conceitual do pertencimento;
    • Metáforas da aldeia;
    • Personagens arquetípicos (ancião, padre, prefeito);
    • Filosofia da sinceridade compassiva.
  2. "publicado Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx" forneceu:

    • Exemplo histórico concreto de reconstrução de pertencimento;
    • Dados quantitativos sobre participação comunitária;
    • Modelo de política pública bem-sucedida;
    • Contraexemplo ao caos urbano brasileiro.
  3. Na redação final ("O Ancião da Praça"):

    • Os conceitos foram destilados em forma narrativa;
    • Personagens foram recriados sem citação direta (Seu Antônio = Seu Giacomo);
    • Exemplos alemães foram omitidos conforme solicitado;
    • Mantida a essência filosófica dos textos originais;
    • Linguagem coloquial brasileira substituiu o registro teatral.

6. CONCEITOS PRÓPRIOS DESENVOLVIDOS NA SÍNTESE

Além das fontes primárias, a dissertação integrou:

a) Análise da realidade urbana brasileira:

  • Lixo nas ruas;
  • Bueiros entupidos e sistemas defasados;
  • Cabeamento aéreo anárquico;
  • Sistema mafioso de manutenção perpétua.

Fonte: Descrição fornecida pelo usuário na solicitação inicial.

b) Comparação implícita Brasil-Alemanha:

  • Mesmo sem citar diretamente o exemplo alemão na redação final;
  • Estrutura comparativa mantida conceitualmente;
  • Contrastes: participação vs. omissão, planejamento vs. improviso, pertencimento vs. alienação.

c) Aplicação contemporânea:

  • Hipocrisia cívica (farisaísmo urbano);
  • Terra de ninguém vs. aldeia comunitária;
  • Visitante vs. morador (conceito desenvolvido).

SÍNTESE DAS FONTES

Conceito Fonte Primária Localização
"Se você conhece uma aldeia, você conhece o mundo" A Questão Teológico Vale.pdf Fala de Seu Giacomo
"Santo Antônio importa para Santo Antônio?" A Questão Teológico Vale.pdf Pergunta de Seu Giacomo
Moções cardíacas retas e íntegras A Questão Teológico Vale.pdf Referência inaciana
Parábola do Bom Samaritano A Questão Teológico Vale.pdf + Bíblia (Lucas 10) Reinterpretação contextual
Programa "Nossa Aldeia Deve Ficar Mais Bonita" Aldeia Deve Ficar Mais Bonita.docx Dados históricos 1961-1974
Sinceridade compassiva A Questão Teológico Vale.pdf Diálogo Padre Anselmo/Vandão
Crítica ao farisaísmo Bíblia (Mateus 23) + A Questão Teológico Vale.pdf Aplicação urbana

Conclusão metodológica:

A dissertação final ("O Ancião da Praça e a Coisa de Todos") é uma síntese narrativa que:

  1. Extrai a essência filosófica dos documentos fornecidos;
  2. Traduz conceitos teatrais/acadêmicos em linguagem coloquial;
  3. Mantém fidelidade conceitual sem citação direta;
  4. Incorpora elementos da realidade brasileira descritos pelo usuário;
  5. Cria personagens arquetípicos (Seu Antônio) inspirados nos originais (Seu Giacomo).